A: Você é a celebridade mais nova que eu já entrevistei.
N: Oh, sério?
A: Você também pode ser o mais esperto, então não vou pegar leve com você
N: Parece bom para mim.
A: As meninas vão a loucura pelos Jonas Brothers, mas vocês também estão conscientes de seus fãs gays (meninos)?
N: Sim, Nós amamos nossos fãs gays. Foi realmente legal quando descobrimos isso, porque quando mais você pode crescer o seu público, mais pessoas você pode causar impacto. Eles tem sindo incríveis ao longo dos anos. Meus irmãos e eu ficamos ansiosos para conhecê-los, porque eles realmente respondem ao nosso estilo, e é legal ver como nossa influencia tem impacto sobre o que eles estão usando. Eles também dão presentes muito bons nos nossos meet-and-greets – chapéus, cachecóis e outras coisas. Eles sempre têm bom gosto.
A: Alguma pessoa gay te ajuda a ficar tão elegante?
N: Definitivamente. Nós trabalhamos com muitos gays em nossa equipe, e eles são incríveis. Somos abençoadas por tê-los.
A:Tem algum gay no seu círculo de amigos?
N: Obviamente, ao longo dos anos, fazendo musicais, eu tive muitos amigos gays. Les Misérables em Londres em 2010 foi o meu recomeço no teatro e, em particular meus colegas de elenco gays, foram muito úteis para mim durante a transição. Eu mantive contato com todos eles, e é ótimo quando nos revemos, comemos alguma coisa juntos, e damos boas risadas.
A: Perez Hilton também é um ótimo amigo gay para se ter.
N: Sim, Perez é um cara incrível. Ele tem dando muito apoio aos meus irmãos e eu, e ele tem me dado um grando apoiado na minha transição de volta ao teatro. Eu amei que ele tenha vindo ver Hairspray no Hollywood Bowl, e eu sei que ele vai vir ver How to Succeed. Eu sou abençoado por tê-lo como amigo também.
A: Você fez amigos gays durante sua estréia na Broadway, com 8 anos em Annie Get Your Gun?
N: Sim, Minha primeira exposição à Broadway foi provavelmente minha primeira exposição com homossexuais e foi ótimo. Foi emocionante estar cercado de pessoas ocupadas e que também são apaixonadas pela música e teatro.
A: Alguém explicou para você que alguns meninos gostam de meninos, e algumas meninas gostam de meninas?
N: Eu não acho que foi preciso ter uma conversa. Eu estava totalmente consciente, eu entendia o que significava, e eu não via nenhum problema nisso. Não me confundiu porque eu sabia que era tudo pelo amor. Eu fui criado em uma família muito aberta, onde a base de tudo era o amor.
A: Ainda assim era uma família evangélica cristã, e seu pai era um “preacher” (quem espalha a religião)
N: Minha educação era baseada na fé, mas acreditávamos que deveríamos amar o próximo já que queremos ser amados, pois todos deveriam ser tratados da mesma maneira. Isso me ajudou a entender aqueles que estavam em diferentes jornadas e estilo de vida. No final do dia, somos todos iguais, já que todos queremos ser amados. Enquanto o amor for a chave, estamos em bem.
A: Quando alguns blogs LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) espalharam fotos suas abraçando o pastor antigay Rick Warren, na Igreja Saddleback, em 2010, alguns leitores se perguntaram se você talvez compartilharia as mesmas crenças que ele em questões polêmicas como casamento gay.
N: Meus amigos são meus amigos, e pessoas que eu estou conhecendo não necessariamente têm as mesmas opiniões que eu, e é assim que eu vou colocar isso. Meus pensamentos sobre casamento gay são que todo mundo tem o direito de amar e ser amado, e é essa a minha posição.
A: Uma saudável imagem conservadora, tem de algum jeito definido os Jonas Brothers; no auge da popularidade do grupo, a mídia focou bastante nos seus anéis da pureza, por exemplo. Como vocês três ficaram mais velhos e tomaram rumos, interesses individuais, vocês gostariam de se distanciar dessa imagem?
N: Não acho que nos separamos disso, mas meus irmãos e eu seguimos por conta própria como homens nos últimos anos, o que desempenhou um papel importante em quem somos e em como temos nos realizados. É importante para nós lembrar que temos valores e morais, mas cada um de nós assumiu as responsabilidades que temos como homens, para sermos exatamente quem eramos para ser, o que seja que isso significa para nós como indivíduos. Nós ainda temos uma boa imagem, porém, nós fizemos escolhas que definem quem somos como pessoas. Estou confortável com quem sou, como um homem agora, sou abençoado por estar na posição em que estou na vida.
A: Bandas de garotos e ídolos pop raramente saem do ar
mário no auge de sua carreira. Se um dos irmãos Jonas se assumisse, qual impacto isso teria na sua carreira?
mário no auge de sua carreira. Se um dos irmãos Jonas se assumisse, qual impacto isso teria na sua carreira?
N: Um coisa maravilhosa em nossos fãs é que eles apoiam de maneira incrível tudo aquilo que fazemos, porém eu tenho que nos colocar de fora disso porque nenhum de nós três é gay. Se alguém como nós se assumisse, eu torceria para que aquele apoio continuasse e que os fãs continuassem os amando do jeito que eles são.
A: Ambos os atores de How to Succeed Daniel Radcliffe e Darren Criss apoiaram o “Trevor Project” e a campanha “It Gets Better.” Você gostaria de se involver com a causa?
N: Com certeza. Uma vez que eu entrei no show, planejo fazer tudo que eu posso com alguns esforços, incluindo o” Trevor Project” e o “Broadway Cares/Equity Fights AIDS.” Eu quero inspirar todos os jovens, sejam eles diabéticos, tenham sofrido bullying ou apenas estejam tendo problemas em casa. Lidar com a diabetes tem sido difícil, mas também tenho sido muito abençoado, e sinto que posso incentivar e inspirar os jovens que tratam de questões semelhantes.
A: Que palavras de incentivo você tem para jovens vítimas que sofrem bullying antigay?
N: Saiba que existem pessoas lá fora que podem lhe confortar e te dar o apoio que você precisa, então diga a alguma autoridade da escola ou onde quer que seja que você esteja sofrendo bullying. Realmente parte meu coração ver isso. Bullying é inaceitável, e especificamente com adolescentes homossexuais, é simplesmente errado. Todo mundo precisa entender que isso é uma questão importante, e que precisamos fazer tudo que pudermos para ajudar. Eu ouvi muitos de nossos fãs gays falando sobre como uma das minhas músicas, “Who I Am,” tem os inspirado. É uma música que eu escrevi no momento em que estava entrando no meu próprio caminho como um homem, descobrindo como o meu mundo estava se ajustando como um adulto. Foi ótimo ver as pessoas se conectando com essa música de sua maneira, especificamente os adolescentes gays que sofrem bullying que forem encorajados a ser exatamente quem eles são.
A: Para alguém que frequentou a escola em casa, você consegue se identificar com o sentimento de sofrer bullying ou se sentir diferente das outras crianças?
N: Bem, eu fui na escola “normal” até os meus 10 ou 11 anos, e eu lembro de momentos específicos onde meus colegas não podiam entender o que eu estava fazendo todos os dias quando ia para cidade me apresentava na Broadway. Se sentir como um “estranho”, nesse sentido, foi frustrante para mim, porque eles não tinham nenhum jeito de se relacionar e eu não podia me relacionar com eles também. Pessoas que sofrem bullying e pessoas que se sentem “estranhas” devem conversar com seus pais e guardiões sobre encontrar um lugar com pessoas com pensamentos parecidos com os seus, onde possam se sentir aceitos. Isso era o que eu precisava e foi o que encontrei com o teatro.
A: Existem também muitos “haters”(pessoas que odeiam) dos JoBros por ai, não é incomum ver você e seus irmãos sendo chamados de “fags” (fags é um jeito popular, prejurativo de se chamar os homossexuais, assim como viado, bicha e etc.) na internet. Como você lida com essa negatividade?
N: Primeiro de tudo, essa não é uma palavra que eu use, e me chateia quando as pessoas usam, mas a negatividade não me afeta. Ter “haters” é parte do negocio, e quanto mais “haters” você tiver, mais pessoas gostam de você – é como eu vejo, porque eu tento ver o lado positivo das coisas. Algumas coisas são tão ridículas que tudo que você tem que fazer é rir. Você só tem que manter sua cabeça erguida e seguir em frente.
A: Mesmo grandes astros de ação como Hugh Jackman são alvos de brincadeiras no “Saturday Night Live” por fazerem musicais da Broadway.
N: Exatamente. Sim, Hugh Jackman é o cara, e eu sei que esse cara apenas ergue a cabeça e segue em frente. Algumas pessoas podem ser ignorantes e não terem a capacidade de entender que ter cultura faz parte do mundo.
A: O que você pode me contar sobre sua participação na série Smash da NBC?
N: Estou muito animado. Eu interpretei um personagem chamado Lyle West, um garoto que era da Broadway e cresceu e se tornou um comerciante de sucesso e tem muito dinheiro.
A: É meio difícil.
N:[Risadas] Certo. Um de seus velhos amigos é o diretor do show Marilyn, e e ele tem uma festa para Lyle, e a personagem de Angelica Hustontenta fazer com que ele invista no show. Angelica Huston é obviamente uma lenda, então as cenas que pude fazer com ela foram muito divertidas. O elenco todo é incrível, e tivemos um tempo maravilhoso. Eu também tive que fazer um cover do Michael Bublé, que estou ansioso para que as pessoas escutem.
A: Redcliffe foi vista na peça Equus da Broadway, na qual ele tinha que ficar nu. Se te pedissem, você substituiria ele nesse show também?
N: [Risadas] Eu amo teatro e entendo a diferença entre atuar e quem você é como pessoa. Eu não sei se isso seria algo que eu faria, mas eu definitivamente iria considerar. Você tem que estar aberto para tudo.
Fonte: LTDJonas


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